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RUI MACEDO - IVAM
Exposio Totalidade Impossivel

14 de Julho a 11 de Setembro de 2011

 

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Decorreu, em Valncia, de 14 de Julho (inaugurao) a 11 de Setembro, a exposio Totalidade Impossvel, de Rui Macedo, organizada pelo IVAM (Institut Valenci d'Art Modern) por proposta da Fundao D. Lus I ao abrigo do convnio de colaborao existente entre as duas instituies que to bons resultados tem produzido nos ltimos anos em termos de promoo da arte portuguesa em Espanha e da espanhola em Portugal.
 
TOTALIDADE IMPOSSIVEL, de Rui Macedo




Excerto do texto introdutrio de Consuelo Cscar, Directora-Gerente do Institut Valenci dArt Modern - IVAM, para o catlogo da exposio de Rui Macedo:

El naturalismo al que nos invita Macedo, sin duda, nos recuerda a los argumentos que proclamaba el escritor Emile Zola haciendo referencia a las artes literarias. En ese sentido, sus composiciones y su visin de la realidad son cada vez ms intensas, profundas y evocadoras. Parece como si el deseo ltimo del artista fuese a liberar ciertos elementos de la naturaleza de un mundo certero para conectarlos con otro mundo ms ntimo y fantstico. Este permanente inters que mueve a Rui Macedo es el que le ha llevado a crear sus propios espacios, sus propio paisajes; un paisaje que acota y racionaliza con intencin de humanizarlo desde su ptica creativa. Rui Macedo se apropia de elementos de la naturaleza desde su imaginario potico para moverse entre realidad y ficcin, entre objetividad y subjetividad, entre romanticismo y naturalismo. As, Macedo parece darle continuidad a un sentimiento contradictorio que desde los inicios de la historia el hombre ha querido demostrar y tiene que ver con un inters de superacin de la naturaleza seguido a la vez de una implicacin en la misma. En esta dialctica de confrontacin y amistad ha sabido interpretar correcta y oportunamente que la realidad no debe ser entendida desde el pensamiento sino desde lo que se ha dado en llamar la intuicin pura.
Consuelo Cscar

Fotografias da exposio em Valncia
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[...] a moldura [...] funciona quer como imediata designao dos limites da pintura (caso da moldura normal), quer como uma especial forma composicional que estrutura a representao e a investe de significao simblica. Se a pintura (ou a exposio) est estruturada a partir do ponto de vista de um observador externo, como se fosse uma vista de uma janela, ento a moldura (o enquadramento, para utilizarmos um termo cinemtico) funciona essencialmente para designar as fronteiras da representao; mas se est estruturada a partir do ponto de vista de um observador localizado no interior do espao representado, ento a funo da moldura, do enquadramento, designar a transio de um ponto de vista exterior para um ponto de vista interior, e vice-versa. Ora, no caso da exposio de Rui Macedo, estamos perante as duas situaes: quando atravessamos a porta de entrada, portadores de um ponto de vista exterior, somos confrontados com um mundo outro (a alteridade do mundo), que de irreal se torna real, e com um conjunto de fissuras (as pinturas, tomadas individualmente ou tomadas em funo de relaes que estabelecem, obliquamente, entre si) que questionam a (possvel) acomodao que entretanto se apossara de ns.

Excerto do texto de Salvato Teles de Menezes para o catlogo.
 
 
 
 
 
 
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