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GONZALEZ BRAVO

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GONZALEZ BRAVO, Exposição Pintar a Pintura


Centro Cultural de Cascais, 28 Novembro a 14 Março 2021

 

O título da exposição de Gonzalez Bravo implica um acto de imaginação que ultrapassa quaisquer conceitos criativos. O artista ousa pintar a pintura, desconstruindo a própria obra para fazer nascer outra com novas formas, totalmente imprevisíveis, revelando, deste modo, a sensação de um trabalho inacabado (se bem que, de facto, não seja assim), próprio de quem desafia os limites dos processos de criação artística. É, aliás, esta imprevisibilidade da obra finalizada uma das particularidades que o distinguem de muitos outros pintores.

Em Pintar a Pintura encontramos telas de grande escala, com texturas e grandes relevos, promovendo cada camada de tinta emoções e sentimentos que as diferentes cores proporcionam a quem as observa.

Gonzalez Bravo nasceu em Badajoz, mas há muito que escolheu o concelho de Cascais para viver e pintar. É, por isso, um filho de Cascais (terra onde ninguém é estrangeiro, como já referi em inúmeras circunstâncias), que com muita honra acolhemos, orgulhando-nos da sua carreira de mais de 40 anos. Está representado em coleções públicas em Portugal, Espanha, Alemanha, Estados Unidos, países que igualmente já apresentaram o seu trabalho em exposições individuais e coletivas, além de França, Suíça, Holanda e Bélgica.

É a mostrar e a dar a conhecer o trabalho de criadores como Gonzalez Bravo que (também) temos vindo a cumprir a missão de valorizar a Cultura (em) Cascais. Mostramos e damos a conhecer a munícipes e a quem nos visita a obra de artistas de reconhecimento nacional e internacional.

Aceite o convite para uma visita a Pintar a Pintura, entre 26 de novembro e 14 de março de 2021 no Centro Cultural de Cascais, em pleno Bairro dos Museus, e desfrute da deslumbrante obra de um pintor do (e com) mundo que escolheu Cascais para viver e criar.

 

Carlos Carreiras
Presidente da Câmara Municipal de Cascais

 

 

 

 24-755

 Sem título, 2018 | Óleo sobre tela, 130x170 cm 

 

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Não é a forma exterior das coisas que é real, mas sim a sua essência. Daí a impossibilidade de alguém, seja quem for, exprimir algo imitando a superfície das coisas

 Brancusi, New York, 1926

 

 

It isn't the outer form of things which is real but its existence. Therefore it is impossible for anyone, no matter who it is, to express something imitating the surface of things

 Brancusi, New York, 1926

 

Procurarei evitar as banalidades, mais ou menos hábeis ou pomposas que de modo geral os críticos de Arte costumam dizer sobre os pintores. Banalidades que eu próprio não tenho evitado, ao longo dos anos, a assinar textos-Catálogo, para Exposições de artistas dos mais diversificados quadrantes, latitudes e percursos. Procurarei ir além da superfície das coisas de que falava Brancusi, o grande escultor romeno, em 1926.

Nesta perspectiva, qual será então a essência da obra de Gonzalez Bravo, como traduzi-la em palavras? Missão por certo impossível, tentemos pelo menos nos aproximar. A inquietação, nessa procura, é bem mais fecunda que a fraseologia. Não insistirei pois, nesta curta leitura, nas referências à obra de Gonzalez Bravo, ditas e reditas: a transparência das portas. Tentarei antes pôr em evidência a feitura, o percurso frente à tela, o modo como o artista se confronta com esta Arte.

O pintor monumentalista Constantin Cazan, também ele romeno, costumava dizer-me, no decorrer das longas conversas que tínhamos sobre arte no seu atelier, que em Pintura o que conta é o resultado, sejam quais forem os materiais e as técnicas utilizados, os suportes escolhidos ou as Ideologias. O resultado porém, diria eu, sem querer contrariá-lo, é no entanto fruto de uma feitura, de um processo criativo. Ora, o que distingue a intervenção de Gonzalez Bravo reside justamente na "confecção" da obra, na substância desse processo criativo: as primeiras camadas que ele aplica sobre a parede branca da tela são o pretexto. Nas camadas seguintes, ele vai através do grattage, trabalhar essa textura, "aproveitar" o que interessa e abandonar as sobras. Conserva apenas o que resiste. É justamente este processo, doloroso mas fecundo de construção em pirâmide, a caminho do vértice, isto é, do resultado, que eu queria aqui pôr em relevo. É pela maneira de proceder que a pintura adquire um outro estatuto, uma outra Filosofia: Gonzalez Bravo não se limita a pintar. Ele pinta a Pintura, que a dado momento — não sabemos quando, nem ele tampouco o saberá se destaca e ganha autonomia, consiste em minar também, por dentro, o próprio estatuto da representação. Ora, é esta metalinguagem, esta representação de representações, que nos vai conduzir ao espectacular resultado da sua obra. Uma obra, cuja matriz, alheia a uma qualquer grelha pré- estãbelecida, está toda ela inscrita neste processo criativo. 

 

I shall try to avoid the banalities, more or less skilful or pompous that as a whole the Art critics usually say about the painters. Banalities, which I, myself, have not avoided, throughout the years, in signing texts-Catalogue, for Artists' Exhibitions from all walks of life, I shall try to go beyond the surface of things that Brancusi spoke of, the great Romanian sculptor, in 1926.

In this way, what will be then the essence of Gonzalez Bravo's work, how to put it into words? Quite an impossible task, at least, let us try to get closer. The restlessness in that search is much richer than phraseology. I shall not insist therefore with this short reading with the references of Gonzalez Bravo's work, said and re-said: the "alchemistry" transparency of its thicknesses, especially in ochres, with I shall therefore try to bring out the way in which it was done, the journey before the canvas, how the artist deals with this Art.

The great artist Constantin Cazan, also Romanian, used to say to me, in the long hours of conversation which we would have about art his studio, that in Painting what matters is the result, no matter what materials or techniques were used, the chosen supports or the Ideologies. The result though, I would say, not wishing to contradict him, is therefore the result of a product of a creative process. Thus, where Gonzalez stands out resides solely in the "confection" of the work, in the substance of creative process: the first layers that he applies on the white wall of the canvas are the pretext. In the following layers, he will go through the grattage, working that texture, "making the most of" what is needed and leaving the leftovers. Preserving solely what resists. It is precisely this process, painful but rich, of construction in pyramid, going towards the vertice, that is, of the result, which I would like to highlight here. It is by the way it is one that the Painting acquires another status, another Philosophy: Gonzalez Bravo does not limit himself to painting. He paints a Painting that, at any moment we do not know when, least of all him — stands out and becomes autonomous, object of itself. Subject from within, the very own status of representation. Thus, it is this meta-language, this representation of representations, which will guide us to a spectacular result of his work. A work, in which its matrix, indifferent to any given rules, is all itself engraved in this creative process.

 

ANTÓNIO BRANQUINHO PEQUENO 

 

 

TESSA BRYANT, BA (Tradução/Translation)

 

 10-755

Sem título, 2016 | Óleo sobre tela, 114x146 cm

 

 

 

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EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
INDIVIDUAL EXHIBITIONS

 

1981 - Sala Ibéria Lisboa
1982 - Galeria Casino do Estoril
1983 - Gallery Studio Cascais
- Galeria Ramon Dúran, Madrid
- Galeria O País, Lisboa
1985 - Galeria Casino do Estoril
1987 - Galeria de S. Mamede, Lisboa
- Gallery Marion Scott, Vancouver, Canada
- Galería Obaja, Girone, Espanha
1989 - Galeria S. Mamede, Lisboa
- Galeria L'Occhio, Veneza

1990 - Galeria Vinciana, Milão Italia
-Galeria S. Mamede (obra en papel) Lisboa
1991 - Galería Alfama, Madrid
1992 - Museu Nogueira da Silva, Braga, Portugal
- Galeria S. Mamede, Lisboa
- Galeria Damien Boquet, Paris
-Galeria -Neupergama, Portugal
1994 - Galeria Ara, Lisboa
- Galeria Got, Paris
1995 - Galeria Got, Paris
- Galería Pilar Parra, Madrid
1996 - Galeria Mário Sequeira, Braga, Portugal
- Galeria Frédéric Got Paris
1997 - Galeria Rocha, Saint Paul de Vence França
1998 - Galeria Ara, Lisboa
- Galeria Got, Paris
- Galeria 204, Dusseldorf

2000 - Galería Pilar Parra, Madrid
2001 - Frederic Got. Fine Art. Paris, França
2002 - Galeria Kashya Hildebrand. Genebra. Suiça
-Sala XIII, Torrelodones, Madrid
2003 - Galeria ARA, Lisbon, Portugal
-Galeria art204 Dusseldorf, Germany
2004 - Art Fair Spring. Frèderic Got Fine Art ,E.U.A.
2005 - Galeria Got, Paris França
- Galeria São Mamede Lisboa
2006 - Galeria 204, Dusseldorf
- Fundação D. Luís I, Cascais, Portugal
2007 - Galeria S. Mamede, Porto Portugal
- Galeria Fréderic Got, Paris França
- Museo Extremerio y Iberoamericano de Arte Contemporáneo Badajoz
2008 - Galeria S. Mamede, Lisboa Portugal
2009 - Etienne Gallery, Oisterwijk Netherlands
- Galeria Frédéric Got Paris França

2010 - Museo Provincial de Cáceres
2011 - Galeria S. Mamede Lisboa Portugal
2012 - Galerie art-204 Dusseldorf Germany
- Galeria Frédéric Got Paris
2013 - Galeria São Mamede, Lisboa Portugal
2014 - Galeria São Mamede, Porto Portugal
2015 - Fundacón El Brocense Cáceres España
2016 - Convento Espirito Santo, Loulé, Portugal
2017 - Galeria Kreisler, Madrid, Espanha
2019 - Galerie Ohse, Bremen, Alemanha
2019 - Galeria São Mamede, Lisboa
2020 - Fundação D. LuísI, Cascais, Portugal

 

 

COLEÇÕES
COLECTIONS
 

MEIAC, Museu Extremerio Ibero-Americano de Arte Comtemporáneo.
Banco de Portugal, Lisboa
Palácio Municipal de Congresso, Madrid/ Espanha
Banco Comercial Português, Lisboa/ Portugal
Colecção A.I.T, Madrid/ Espana
Ministério das Finanças, Lisboa/ Portugal
Companhia de Seguros Bonança, Lisboa/ Portugal
I.E.P., Lisbon/ Portugal
BHF, Bank, Dusseldorf/ Alemanha
Ahorro Corporación, Madrid/ Espanha
Moore Managment Capital, New York/ E.U.A.
Banco do Funchal (BANIF) Lisboa
BIG Banco Investimento Global, Lisboa
Fundação D. Luís, Cascais/ Portugal

Camara Municipal de Loulé/ Portugal

 

 

 

 

 

 

 
ESPOSIÇÕES COLECTIVAS
COLLECTIVE EXHIBITIONS

 

1980 - Salon de Outono do Estoril Portugal
1981 - Salon de Outono do Estoril Portugal
1982 - III Bienal de Vila Nova de Cerveira, Portugal
1983 - Galeria S. Francisco, Lisboa Portugal
1984 - IV Bienal de Vila Nova de Cerveira, Portugal
1986 - Galeria Alfama, Madrid
1987 - III Exposicón de Artes Plásticas C. Gulbenkian, Lisboa Bankcaja Salamanca
1988 - Galeria Alfama, Madrid
1989 - II Forum Picoas, Lisboa
1992 - Nova Abstracção, La Boule, França
- Galeria S. Mamede Lisboa Portugal
1993 - Galeria Santa Joana, Aveiro, Portugal
- Galeria ARA, Lisboa
- Galeria Got, Paris França
1994 - Galeria Mário Sequeira, Braga, Portugal
- Lineart, Feria de arte Internacional de Gant, Bélgica
1995 - Galeria Ara, Lisboa
- Galeria Kunsthuis Loosveldt, Ostende, Belgium
- Lineart Féria International d'Art de Gant, Bélgica
- F.A.C., Feira de Arte Contemporanêa de Lisboa
1996 - Galeria Kunsthuis Loosveldt, Ostende, Bélgica
1997 - F.A.C. Féria de arte Contemporanea de Lisboa
- Lineart, Féria Internacional Gand, Belgium
- Grands et Jeunes d "aujourd'huí, Paris França
1998 - Grands et Jeunes d 'aujourd'hui, Paris França
1999 - Galeria Got, Paris França
- Galeria Art 204, Dusseldorf, Alemania
- Forum Atiantico, Gallery Ara, Pontevedra, Espanha
- Féria de Arte de Strasburg, Galeria Got Strasburg

2000 - F.A.C. Féria de arte Contemporanea Lisboa
2001 - Galeria Sala XIII Torrelodones, Madrid, Espanha
2002 - I.A.F. Internacional Art Fair, Palm Springs, E.U.A
- Galeria Kashya Hildebrand, Geneve, Suiça
2003 - Art Fair Palm Springs, E.U.A.,
- Galeria Got Kashya Hildebrand
- Galeria, New York, E.U.A.
2004 - Galeria S. Mamede, Lisboa , Portugal
- F.A.C. Féria de Arte Contemporânea. Lisboa. Portugal
2005 - ARCO 2005, Madrid, Espanha
- Art Fair Palm Springs, E.U.A. Galeria Got
2007 - Galeria Etienne Van den Doel Oisterwijk Netherlands
- Féria de arte de Lisboa Gallery São Mamede, Lisboa
- PAN, Etienne Gallery Oisterwijk Nederlands
- Caligrafias, Fundación de Ias Telecomunicaciones Lisboa
2008 - Galeria Art-204 Dusseldorf Alemanha
- Féria de Arte Madrid Galeria São Mamede Portugal
- F.A.C. Féria de Arte de Lisboa Portugal
- PAN, Etinne Gallery Oisterwijk Netherlans
2009 - F.A.C. Féria de Arte de Lisboa Galery S. Mamede Portugal
- Art Fair Palm Spring EUA Galeria Frederic Got
- Besharat Gallery Atlanta USA

2010 - Galerie art204, Dusseldorf Alemanha
- F.A.C. Féria de Arte de Lisboa , Gallery S. Mamede Portugal
- Art Fair Palm Spring EUA, Galeria Frédéric Got
2011 - Féria de Arte de Lisboa, Gallery São Mamede Portugal
2012 - Centro Cultural São Lourenço Almancil Portugal
- Féria de Antiguidades y Fine Arts Lisboa Portugal
2013 - Museo de Huelva Primavera da Pintura Espaiia
2015 - Art Toronto Galerie Frédéric Got Canada
2016 - Context Art Miami Galerie Frédéric Got EUA
2018 - Context Art Miami Galerie Frédéric Got Paris

2019 - Palm Beach Fair Frédéric Got gallery EUA

 

 

PUBLICAÇÕES RECENTES
RECENTS PUBLICATIONS

 

González Bravo Oeuvres 1990-2000,
texto de Patrick-Gilles Persin
Edition Got- Paris

González Bravo La piel del Lienzo 1985-2007
texto de José luís Porfírio, Pedro Pizarro e Mariano Navarro,
Museo Extremefio y Iberoamericano de Arte Comtemporáneo Badajoz

González Bravo Obra en papel
texto de Fernando Castro Flores, Miguel Fernández-Cid
Museu Provincial de Cáceres

Caligrafias (nascentes dos nomes)
texto de Mª João Fernandes

75 artists in Portugal,
texto de Margarida Botelho

Diccionario de artistas y escultores do século XX

González Bravo Galeria São Mamede,
Blurb edição on-line, texto de José Luís Porfírio

 

 

1-755

Sem título, 2014 | Óleo sobre tela, 140x200 cm

 

 


 

 

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