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SEMINÁRIO PERMANENTE

GRANDES OBRAS DA LITERATURA UNIVERSAL

A U D I T Ó R I O   D O   C E N T R O   C U L T U R A L   D E   C A S C A I S

 

De Homero à Bíblia, desde as suas origens mais remotas, a cultura ocidental é marcada pela presença do texto. Foram assim muitas as obras que resistiram à passagem do tempo e que deram corpo a um cânone ao qual amiúde nos referimos como "clássicos". É sobre essas Grandes Obras da Cultura Ocidental que a Cátedra Cascais Interartes concebeu um ciclo-seminário permanente para o qual convidou reputados especialistas que nos irão ajudar a compreender melhor a razão pelas quais determinados textos conseguiram integrar o nosso tecido cultural comum.

Tendo-se iniciado em setembro de 2020, o ciclo decorrerá com uma periodicidade mensal, com exceção dos meses de julho e agosto, sempre ao sábado, pelas 17h, no Auditório do Centro Cultural de Cascais. Disponibilizamos agora o programa deste ano. As sessões serão transmitidas em direto via stream, ficando disponíveis nas plataformas digitais da Fundação D. Luís I.

 

 

 

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 2 de outubro 2021 - 17h 

Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa

por Fernando Cabral Martins

 

Fernando Cabral Martins é Professor Associado na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde ensina Literatura e Cultura Portuguesa. Preparou diversas edições anotadas e comentadas de Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros, Alexandre O'Neill e Luiza Neto Jorge. Coordenou um Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo Português, em 2008. Publicou em 1990 uma antologia dos poetas simbolistas, e livros ensaísticos sobre Cesário Verde (1988), Mário de Sá-Carneiro (1994), Julio (2005), Fernando Pessoa (2014) e Mário Cesariny (2016), para além de O Trabalho das Imagens, em 2000. Cotraduziu a poesia de Boris Vian (1997) e uma antologia dos trovadores provençais (2014).

A mais deslumbrante obra em prosa de Fernando Pessoa, uma obra que perdurará como um dos monumentos literários do século XX, nasceu de uma só palavra: 'desassossego'. Richard Zenith

 

 

 

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755 Grandes Obras

 12 de setembro 2020 

Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa,
por Clara Rowland

 

Sobre a modernidade dessa obra clássica da Literatura Universal que é Grande Sertão: Veredas, escreveu Clara Rowland: "No meio do romance Grande Sertão: Veredas, abrindo a sequência central, encontramos aquela que é talvez a interrupção crítica mais explícita de toda a obra de Guimarães Rosa: a narração suspende-se para se comentar, solicitando a sua estrutura e ameaçando dissolvê-la, e o meio faz-se mapa do livro, ponto de suspensão e articulação entre partes."

Clara Rowland é Professora Associada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Entre 2003 e 2016 foi docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde dirigiu o Mestrado e o Programa Internacional de Doutoramento FCT em Estudos Comparatistas e foi responsável pela criação e primeira direção do Mestrado em Estudos Brasileiros (FL-UL e ICS-UL). As suas publicações na área dos Estudos Brasileiros incluem ensaios sobre Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Bernardo Carvalho e Carlos Drummond de Andrade, entre outros. O seu livro A Forma do Meio. Livro e Narração na obra de João Guimarães Rosa foi publicado em 2011 pela editora da Unicamp (Brasil).

 

 

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 10 de outubro 2020 
Os Lusíadas, de Luís de Camões,
por João Figueiredo

 

"Depois de muitos anos em que o poema épico de Camões foi lido com o epítome do Renascimento literário português, a tradição exegética de Os Lusíadas passou a ser dominada pela invocação de outra categoria estética e periodológica – o Maneirismo – e da disposição que supostamente a define, a melancolia." [João Figueiredo, "Os desencontros épicos de Os Lusíadas: a comédia dos deuses e a viagem do Gama"]

João Figueiredo é diretor do Programa de Doutoramento em Teoria da Literatura da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Autor de A Autocomplacência da Mimese (2003) e de vários ensaios sobre Camões está neste momento a preparar uma edição comentada de Os Lusíadas.

 

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 9 de Janeiro 2021 

Divina Comédia, de Dante

por Jorge Vaz de Carvalho 

 

Jorge Vaz de Carvalho é doutorado em Estudos de Cultura pela Universidade Católica Portuguesa. O seu trabalho literário inclui obras de poesia, conto, ensaio (destacando-se a sua produção sobre Jorge de Sena) e tradução (entre outras obras, Ciência Nova, de Giambattista Vico, Canções de Inocência e de Experiência, de William Blake, Vida Nova e Divina Comédia, de Dante Alighieri; Ulysses, de James Joyce). É docente da Universidade Católica Portuguesa.

A [Divina] Comédia é um triunfo, e por isso presumivelmente deve ser a instância suprema da poesia religiosa. É certamente o exemplo supremo de um poema totalmente pessoal que persuade muitos dos seus leitores a acreditar que estão a encontrar a derradeira verdade. [Harold Bloom]

 

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 6 de Fevereiro 2021    

Os Maias, de Eça de Queirós

por Isabel Pires de Lima

 

Isabel Pires de Lima é doutorada em Literatura Portuguesa pela Faculdade de Letras do Porto com uma tese intitulada As Máscaras do Desengano - Para uma abordagem sociológica de "Os Maias" de Eça de Queirós. Autora de extensa obra ensaística, afirmou-se como uma especialista incontornável da obra de Eça. Comissariou a exposição Os Maias: a "vasta máquina" onde Eça despejou o saco todo" [Fundação Calouste Gulbenkian]. É Professora Emérita da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, instituição à qual consagrou toda uma vida dedicada ao ensino.

Quem nunca leu Os Maias não sabe o que perde! Antes de mais, não sabe que perde o privilégio de usufruir de uma das obras de arte maiores da cultura portuguesa e, em consequência, não conhece uma peça angular do património cultural português. Porque é disso que se trata: uma obra do nosso património, de importância idêntica ao Palácio da Pena em Sintra, ao Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa, à ponte D. Luís I e ao Palácio das Carrancas ... no Porto, aos quadros de Malhoa ou Columbano, às obras de Bordalo Pinheiro, para referir apenas alguns exemplos maiores de património do séc. XIX. [Isabel Pires de Lima]

 

 

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 13 de Março 2021     

Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto

por Isabel Almeida

 

Isabel Almeida é doutorada em Literatura Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa com uma tese intitulada Livros de Cavalarias em Portugal, do Renascimento ao Maneirismo. A sua extensa produção ensaística tem abordado, preferencialmente, os séculos XVI e XVII, ressaltando as suas reflexões sobre Camões, Vieira, Garcia de Resende, ou Baltasar Gracián e Manuel de Faria e Sousa como leitores de Camões. É actualmente professora associada da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Peregrinação é um texto misterioso. Quem o escreveu, com que preparação, com que meios? Sabemos pouco acerca de Fernão Mendes Pinto, e esse pouco só torna mais impressionante a força dramática conseguida na sua narrativa, tão diferente de outras que do mesmo mundo trataram, tão viva quando dela nos aproximamos. [Isabel Almeida]

 

 

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 10 de Abril 2021 

A Montanha Mágica, de Thomas Mann

por António Sousa Ribeiro

 

António Sousa Ribeiro é doutorado em Literatura Alemã pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Tem publicado extensamente sobre temas de literatura de expressão alemã (com especial incidência em Karl Kraus e na modernidade vienense), literatura comparada, teoria literária, estudos culturais, estudos pós-coloniais e sociologia da cultura. Autor da recente tradução de A Montanha Mágica, é actualmente professor catedrático aposentado do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas (Estudos Germanísticos) da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Entre muitos outros aspectos, A Montanha Mágica constitui um adeus definitivo, não sem matizes satíricos, à Alemanha Guilhermina e, pode bem dizer-se, também à Europa de antes da guerra, que o romance procura encapsular simbolicamente no microcosmos do sanatório Berghof, o espaço fictício da diegese. [António Sousa Ribeiro]

 

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 8 de Maio 2021 

Moby-Dick, or The Whale, de Herman Melville

por Mário Avelar

 

Mário Avelar é doutorado em Literatura Americana pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A sua obra ensaística versa essencialmente a literatura americana e a literatura inglesa, os estudos interartes e os estudos fílmicos, sendo uma das suas produções mais recentes Poesia e Artes Visuais, confessionalismo e écfrase [Imprensa Nacional]. Traduziu poemas de Herman Melville, publicados sob a chancela da Assírio & Alvim. Director da Cátedra Cascais Inteartes, é actualmente professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Call me Ishmael. Eis a celebrada declaração, inúmera vezes evocada, com a qual se inicia o primeiro capítulo de Moby-Dick. Através dela abre-se um espaço de diálogo com o leitor e uma filiação na tradição judaico-cristã. E Ishmael não trairá a expectativa criada por essa filiação, ao percorrer o espaço no Pequod, e o tempo, mergulhando bem fundo na memória daquela tradição fundadora da cultura ocidental. [Mário Avelar]

 

 

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 5 de Junho 2021 

D. Quixote, de Miguel de Cervantes

por Antonio Sáez-Delgado

 

Antonio Sáez-Delgado é doutorado em Filologia Hispânica pela Universidade de Extremadura. A sua produção ensaística centra-se, em particular, na Literatura comparada e no Modernismo, instante este que tem investigado atribuindo particular ênfase às relações entre Portugal e Espanha, e em autores como Fernando Pessoa. Recebeu o Prémio Giovanni Pontiero de Tradução, e o Prémio Eduardo Lourenço. É actualmente professor associado do Departamento de Linguística e Literatura da Universidade de Évora.

Dom Quixote, obra de Miguel de Cervantes, para além de ser o clássico incontornável da literatura espanhola e o segundo livro mais traduzido da história, tem chegado aos nossos dias sendo fonte de inspiração para numerosos escritores espanhóis dos séculos XX e XXI. De Miguel de Unamuno a Ortega y Gasset, de Azorín a León Felipe, de Fernando Savater a Andrés Trapiello, as aventuras de Dom Quixote e Sancho Pança iniciaram um diálogo ainda vivo, local e universal, espanhol e cosmopolita.[Antonio Sáez-Delgado]

 

 

 

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 11 de setembro 2021 - 17h 

Hamlet, de William Shakespeare

por Maria Sequeira Mendes

 

Maria Sequeira Mendes é Professora Auxiliar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É investigadora na Universidade Católica (CECC), colabora com o projeto Global Shakespeare (MIT, Massachussets Institute of Technology) e coedita o site Jogos Florais. Foi Beaufort Visiting Scholar no St. John's College, Universidade de Cambridge (2016). É coautora de O Desensino da Arte (no prelo), publicou artigos na Law and Literature e Law and Humanities. Neste momento prepara uma edição sobre lisonja e Shakespeare.

 

O tema da peça [Hamlet]... não é nem luto pelos mortos nem vingança pelos vivos". ... Tudo o que importa é a consciência de Hamlet da sua própria consciência, infinita, ilimitada, e em guerra consigo mesmo. Harold Bloom

 

 

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 13 de novembro 2021 - 17h  
Lazarillo de Tormes, de autor anónimo,

por Pedro Ferré

 

"A genealogia do herói pícaro é sempre uma anti genealogia. A sua presença neste género é um dos elementos constitutivos da essência pícara e, de certa forma, uma resposta às heroicas prosápias dos cavaleiros andantes que abundavam na literatura coeva. ... com o Lazarillo dá-se foros de cidadania a um novo tipo de personagem que de forma inequívoca se assumirá como um anti-herói. Claro está que não chegara ainda o tempo de Cervantes, mas sem estes intermediários provavelmente nunca teríamos alcançado, através do par Quixote – Sancho, a grande síntese do herói anterior ao Romantismo."
Pere Ferré, "Teatro e picaresca. Reflexões a partir da Comedia del Viudo"

Membro do Conselho Científico da Cátedra Cascais Interartes e Professor Catedrático da Universidade do Algarve, Pedro Ferré tem dedicado a sua atividade científica ao romanceiro da tradição oral moderna, ao romanceiro antigo e à literatura espanhola e portuguesa. Desenvolve investigação em centros estrangeiros como o Instituto Seminario Menéndez Pidal (Universidad Complutense de Madrid), tendo editado, entre outras obras, a primeira descrição de um corpus baladístico nacional (Bibliografia do Romanceiro Português da Tradição Oral Moderna, Madrid, 2000), bem como os primeiros quatro volumes do Romanceiro Português da Tradição Oral Moderna.

 

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 11 de dezembro 2021 -17h 
Ulysses, de James Joyce,

por António M. Feijó

 

"A arte de James Joyce, como a de Mallarmé, é a arte fixada no processo de fabrico, no caminho. A mesma sensualidade de Ulysses é um symptoma de intermedio. É o delírio onírico, dos psychiatras, exposto como fim. [...] Uma litteratura de antemanhã." [Fernando Pessoa, citado por António M. Feijó em Uma admiração pastoril pelo Diabo (Pessoa e Pascoaes)]

Membro do Conselho Científico da Cátedra Cascais Interartes, Pró-Reitor da Universidade de Lisboa, Administrador não Executivo da Fundação Calouste Gulbenkian e Presidente do Conselho Geral Independente da RTP, António M. Feijó é Professor Catedrático do Departamento de Estudos Anglísticos e do Programa em Teoria da Literatura, da Faculdade de Letras daquela Universidade. A sua atividade de ensino e investigação tem incidido em domínios como a Teoria da Literatura, a literatura do Renascimento inglês, a literatura Norte-Americana Moderna, e o Modernismo europeu e norte-americano. Uma admiração pastoril pelo Diabo (Pessoa e Pascoaes) [Imprensa Nacional] é uma das suas obras mais recentes.

 

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